Suponho que todos que
estão lendo esse texto já se fizeram pensar, ao menos uma vez na vida, a
respeito da existência de Deus. Como vocês sabem, é uma experiência bastante
particular e peculiar, qualquer que tenha sido o resultado dessa reflexão.
Em meu caso, as
primeiras reflexões foram as mais traumáticas, simplesmente por que eu não
conseguia lidar com o “benefício da dúvida”. Curiosamente, no entanto, nunca me
senti propenso a não acreditar que Deus (aqui pensado em um sentido mais amplo
e vago) e, aos poucos, os resultados desses questionamentos foram se
estabilizando em torno de uma ideia mais... líquida, por assim dizer (gosto da
analogia por que é difícil de bater de frente com a água, por exemplo).
Essa “resposta” que me
satisfez é simples: meu código moral, bastante influenciado pelo pensador
Immanuel Kant, é satisfeito e, quiçá, complementado pela ideia de um Deus panteísta,
isto é, uma entidade não apenas boa ou má, mas simplesmente tudo. Estou
contente ao ser uma extensão mínima desse Deus e fico contente por esse Deus
ser também uma extensão, uma extrapolação de minha mente. Não é a felicidade o
objetivo de todos?
Gostaria finalizar com o vídeo de uma recitação de certo poema de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, que de alguma maneira encontrou palavras para expressar o que sinto, embora eu duvide que o poema vá significar a mesma coisa para vocês.
Gostaria finalizar com o vídeo de uma recitação de certo poema de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, que de alguma maneira encontrou palavras para expressar o que sinto, embora eu duvide que o poema vá significar a mesma coisa para vocês.
Gostei especialmente deste texto. Prefiro não expor minhas experiências de questionamento à divindade - coisa que alguns de vocês conhecem, em maior ou menor grau -, e apesar de não compartilhar de seu panteísmo, confesso também, hoje, não negar em absoluto a ideia deísta, talvez de uma mesma forma que prefiro não me preocupar em configurar essa "crença" (particular).
ResponderExcluirMas, aproveitando os últimos parágrafos, será que essa busca incessante pela "felicidade", este "objetivo de todos", não é de certa forma uma imposição social [i]tirânica[/i]? Precisamos mesmo de uma felicidade tão ampla e plena, constante? Isso é tema pra outra postagem... e Luiz Felipe Pondé pode ajudar! ;)
Interessante, Roger. Bom, penso que a felicidade pode, de fato, ser uma imposição social, entretanto, temos pouca ou nenhuma experiência em pensar de maneira não-social, o que nos impede de tirar uma conclusão apropriada a respeito do assunto. Particularmente, a busca pela felicidade não é um peso para mim. De toda forma, não conheço esse Luiz Felipe Pondé, vou procurar me informar a respeito.
ResponderExcluirEu li um livretinho do cara recentemente, Érico: "Contar um Mundo Melhor". Acho que umas 200 páginas, tesão! Mas veja essa palestra antes, o cara é foda... já foi bolas de vezes no Café Filosófico; tá virando até meio popstar - ele que escreveu o "Guia Politicamente Incorreto da América Latina", mas não julgue o careca só por esse kkk
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=GKHx39grtAM