quarta-feira, 6 de março de 2013

O poder de ser bom (só que não)


Estes dias me peguei a pensar sobre algumas possíveis metáforas para tornar meu pensamento mais facilmente compreensível em futuras conversas. É conveniente, a princípio, ter um mote para a exposição de meu pensamento e para isso usarei um tema relativamente recorrente em discussões informais.
            Provavelmente já devem ter ouvido alguma afirmação do tipo “Bando de políticos safados. Se eu estivesse no poder faria alguma coisa decente.”. Será mesmo? Seria possível fazer um teste para verificar a existência dessa vontade de fazer o bem (segundo a concepção utilitarista)? Acredito que sim. De fato, existe um cenário ideal para isso.
            Coloque uma pessoa em um recinto fechado (representando um escritório em potencial), com a possibilidade de tomar muitas decisões de risco que afetarão a todos dentro de uma determinada esfera de influência (representando uma condição de poder). Dê a essa pessoa a capacidade de escolher entre o benefício individual e o benefício geral (chamaremos isso de base moral). Submeta essa pessoa à pressão e eventualmente ao ódio de outras pessoas (os ossos do ofício) e, finalmente, dê a esse lugar o nome de trânsito. Veja o que acontece.
            Você está apto a ser um político? Pense a respeito.

2 comentários:

  1. Muito bem colocado! É fácil criticarmos aqueles cujas responsabilidades não temos. E além disso, vale aquela antiga máxima: se queres conhecer alguém de verdade, dê-lhe poder.

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  2. Concordo com Aristóteles (embora não o tenha lido kkk) quando ele diz que o homem é um ser político -- e social (). Em todo caso, se a persona que se predispõe a governar manter-se leal às idéias que disseminou como projetos de governo durante a campanha eleitoral, creio já ser o suficiente -- não tem mais como crer que um governante apenas possa resolver todos os problemas de qualquer que seja seu contexto.

    Mas é isso. Gostei do texto.

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