sexta-feira, 8 de junho de 2012

Seja feliz em várias línguas (faz sentido?)



            Percebi que ultimamente esse espaço virtual tem apresentado uma tendência a dar voltas em torno dos mesmos temas: moral, amor e pequenas estórias. Não estando muito conformado com a situação, tentei pensar em algo diferente. Vamos ver o que saiu dessa reflexão.
            Faz uns dois ou três dias, verificando empiricamente a validade da lei universal a qual diz que há horas em que não passa nada decente na TV (mesmo que você tenha 4387609 canais à disposição), estava eu a assistir a um filme aleatório. Não me interessei muito pelo enredo, que tinha alguma coisa a ver com terroristas, blá blá blá e tal, mas antes de desistir de vez da televisão, ouvi de um dos personagens a seguinte frase: “Em que idioma você sonha?”.
            Essa pergunta é particularmente difícil para mim, já que raríssimas são as vezes em que eu me lembro dos meus sonhos, mas essa não é a questão que eu quero levantar. O filme apenas me lembrou de algumas das vantagens de se aprender uma nova língua.
            Tradicionalmente, os argumentos para convencer alguém a iniciar um curso de línguas giram em torno de questões financeiras como melhor qualificação no mercado de trabalho, estudos de mestrado e doutorado, intercâmbios e assim por diante. Não duvido que essas questões tenham certa relevância na sociedade capitalista em que vivemos, no entanto, pelo menos para mim, esses motivos são secundários.
            Se você quer realmente aprender um idioma e mantê-lo vivo na sua cabeça, basta encontrar um motivo mais forte que o econômico: uma razão ideológica. Encontre algo que você deseje desesperadamente e que, ao mesmo tempo, exija o conhecimento de determinada língua. Por exemplo, o que facilitou meu aprendizado de inglês foi tentar ler os livros da série Diablo, já que eu me forçava a estudar para conseguir ler as histórias (que, por sinal, estão entre as minhas preferidas).
            Resumindo, deixe os seus preconceitos de lado, dê um sem pulo na preguiça e conheça uma nova língua. Se você não sabe por onde começar, aqui vai uma dica: estude francês. Nem muito comum, nem muito exótico. Tenha acesso a uma vasta literatura e a bandas que você nunca ouviu falar e faça um favor ao seu cérebro: é impressionante como o nosso vocabulário cresce com esse tipo de atividade.
            E antes que alguém pergunte: não, não precisa fazer biquinho pra falar francês. Biquinho a gente faz em foto pra dar risada depois. Não ficou convencida(o)? Que tal tentar achar a sua motivação na música? Seguem dois vídeos, um de rock alternativo e outro de chanson (semelhante ao que seria a MPB no Brasil). Au revoir et un bon jour par tous les vous!



Um comentário:

  1. Excelente argumento para aprender uma nova língua, Erico. Eu como professor de inglês tenho que concordar. Uma nova língua é um novo e amplo horizonte que se abre na mente.
    Ah, e adorei as músicas! É bom mesmo sair um pouco do convencional e ouvir um idioma que não dominamos. Confesso que preciso aprender francês, este é um desafio a qual me comprometerei depois que aprender bem o espanhol.

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