Já
faz tanto tempo que não escrevo... especialmente sobre algo corriqueiro e
descontraído. Será que ainda levo jeito? Será que essa casca de frieza e
impessoalidade que eu tenho mantido nos últimos anos já me consumiu? Veremos.
Ou melhor, vocês verão.
Dor.
Felicidade. Arrependimento. Ciúmes. Raiva. Amor. Às vezes fico me perguntando se nós, meros humanos, possuímos
sentimentos ou se eles nos possuem. Se o homem é bom ou mau. Se vale a pena viver. Se o mundo teria sido diferente nesta
ou noutra ocasião. Se, se, se... é impressionante como nossas vidas giram em torno de uma
palavra tão pequena. Duas letras, duas opções, uma grande angústia por não
saber o que está (ou estava) além de nossas escolhas.
Os
historiadores que me perdoem, mas, pelo menos no meu caso, o presente não é um
resultado de fatos do meu passado. Não, o passado é simples demais, seria
esperar muito que a vida fosse tão previsível. Não, sou a personificação de
meus arrependimentos, de minhas não-escolhas, de meus não-amores, de minha não-outra
vida. E se... (suspiro), ah, Deus, e
se eu tivesse sido mais corajoso,
mais gentil, mais sábio, mais alternativo.
E se eu não soubesse de nada disso,
e se eu fosse uma pessoa simples,
ignorante dessas questões, não teria sido mais fácil? Não teria havido menos
dor, menos dúvidas, menos angústia? Não teria havido menos amor, que machucou
mais do que tudo nessa vida?
Claro,
tudo isso deve ser apenas um delírio de uma mente perturbada, ou pelo menos é o
que vocês torcem pra ser, não é mesmo?
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