Antes de mais nada,
saudações. Já faz algum tempo, não? Há tempos desisti de tentar pedir desculpas
por não escrever tanto como antigamente, até por que há tempos já desisti de
fazer muitas coisas. A vida tem sido cansativa.
Esses
dias, lendo coisas aleatórias na internet, li uma frase que abriu uma ferida
antiga em mim: “Se apaixone quando estiver pronto, não quando estiver
solitário.”. Confesso que, na hora, aquilo me machucou bastante.
Entendo
o que a pessoa quis dizer. Não pode ser genuíno um amor surgido apenas de
carência, apenas de uma necessidade de ter um ombro amigo em que se possa
derramar algumas lágrimas mornas, feliz por poder preencher certo vazio
interior. Esse sentimento é falso na medida em que é muito frágil: tão logo
passe o vazio interior, passa a razão de ser do “amor”, salvo algumas felizes
exceções.
Mas aí é que está a
grande questão. É fácil falar uma coisa dessas, mas como fazemos para deixar de
ser solitários? Como fazer para saciar adequadamente essa carência cotidiana
que torna os dias tão longos, tão eternamente desprovidos de sentido? Eu não
sei. Passei a minha vida inteira tentando responder essa pergunta, às vezes
conseguindo até esquecê-la, mas, sinceramente, nunca a respondi
satisfatoriamente.
Talvez por isso eu seja
tão relutante e temeroso de entrar em novos relacionamentos. Como saber se o
que sinto por alguém é real? Como saber se não é apenas um reflexo de minha
carência? Ao solitário, até os sorrisos mornos e os apertos de mãos frouxos
parecem apaixonados e sufocantes.
vc expressa mto bem seus sentimentos escrevendo, mas é triste
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