quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Hunger


William woke up, somewhat slumberous, and began the day. Nothing so special as noticing the keen coolness of the water coming down from the shower until, during one of those epiphanic moments of life, decided to break routine. No, he didn’t go to work on pajamas or anything like that. I’ll let you decide what to call this “test” of sorts. Take my words lightly, will ya?
Well, how can we put it? He simply gave up nourishing himself that morning, hoping to find out how long would he stand up to the challenge and getting curious about how could it affect his way of being during the rest of the day.
At first, there were no symptoms at all. However, just in case, William wrote some notes on a paper:
“07:30 – I feel normal, almost too normal, in fact. Suppose I am not so dependant after all.
08:30 – Beginning to feel awkward. Still manage to concentrate on most affairs.
09:30 – That awful sensation is growing larger. Managing to focus on simple affairs… yet.
10:30 – Don’t know if I’ll make it ‘till noon. I’ve begun to feel cold sweat some time ago. Don’t know how long this has been happening.
11:47 – Sorry ‘bout the waiting. Gave up an hour ago: had to read the book.”
            What about you? How long can you keep your hunger for knowledge at stake?

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A desconfiança da linguagem


            Aqueles que estudam o chamado pós-modernismo talvez estejam familiarizados com o título desse texto, visto que diversos autores da área já tocaram nesse assunto. Entretanto, para aqueles que ainda se perguntam o que significa essa expressão peculiar, peço-lhes que ainda não abandonem o texto. Ainda não.
            Por força de uma votação, fui escolhido orador da minha turma de faculdade para o dia da colação de grau. A princípio, pensei na tarefa como algo banal, fácil de ser efetivada. Aos poucos, todavia, fui percebendo minha incapacidade de trazer à tona um texto que satisfizesse meu desejo de ser capaz de representar todos os matizes de cores do espectro emocional humano, de tal forma a ser fiel à complexidade de fatos a qual se desenrolou nos 4 anos em que realizei o curso.
            Essa incapacidade de achar as palavras corretas, quando aflorada em uma pessoa que se julga boa conhecedora do léxico, é denunciante em certos aspectos e, em outros, indescritível. Aliás, essa palavra é talvez a mais reveladora da desconfiança da linguagem. Se existe uma coisa digna de ser chamada “indescritível”, existe também a sensação de que é injusto ser incapaz de representar, apenas em letras, algo inodoro, incolor, insosso, invisível e inaudível como um sentimento.
            A Palavra não é mais divina e o ser humano passa a olhar desconfiado para aquilo que por tanto tempo venerou como o advento da civilização. É particularmente duro chegar a esse raciocínio de maneira espontânea, sem precisar lê-lo em algum lugar.