segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Enquanto isso, em Cascavel



Tudo bem, eu sei que já fiz uma postagem criticando as generalizações e tudo o mais, mas sátiras e críticas se tornam, a meu ver, mais interessantes quando se consegue usar algumas ferramentas da língua portuguesa, seja a generalização, a hipérbole, ou o que convenha ao momento. É isso que tira um pouco a seriedade do texto e nos permite algumas abstrações interessantes.
Não sei quanto a vocês, mas para mim é deprimente passar por uma feira de livros e não encontrar UM sequer que me atraia e me incentive a comprá-lo. Pra ser franco, isso está acontecendo com uma frequência preocupante comigo ultimamente e me forço a perguntar qual o sentido dessa situação. Usando de um pouco de liberdade literária, resolvi elaborar uma hipótese simples e que, se correta, demonstra um contexto social repreensível.
Autores bons não são raros, mas editoras grandes o são. Logo, embora haja muitos livros bons, há poucos que podem ser publicados a bons preços. Feiras de livros oferecem livros baratos, mas livros baratos não são comuns. Logo, feiras de livros oferecem poucos livros. Livros baratos não são comuns e livros bons em geral não são baratos, logo livros bons baratos são raros. Conclusão: livros bons são raros em feiras. Faz sentido? Tirem suas próprias conclusões e, por favor, não levem tão a sério o que eu escrevi. Afinal de contas, a proposta deste espaço é justamente servir de exercício mental a quem quer que o leia (ou escreva, é evidente).

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