Em uma dessas tardes suficientemente frescas pra serem chamadas de agradáveis, minha imaginação achou por bem se exercitar. De maneira coercitiva e nem por isso duradoura, pelo contrário, fugaz, fui ordenado a divagar sobre algumas expressões peculiares da língua a que se costuma chamar portuguesa.
É
notório, por exemplo, o disparate proporcionado pelas expressões “chá de
fralda” e, cúmulo sacrílego, “chá de bebê”. Sem dúvidas, sob o olhar sereno da
razão, dado nosso contexto cultural, expressões muito infelizes, esta última
digna de uma sociedade canibal, digo, antropofágica.
É
evidente que o surgimento dessas figuras de linguagem tem a sua razão de
existir, seu desenvolvimento histórico, passando por fases de aceitação e
adaptação, etc, etc, etc. Todavia, a sensação de “alguma coisa está errada
aqui” permanece.
Na
outra face dessa situação, é possível verificar palavras que inicialmente
transmitiam grande serenidade e que acabaram ganhando um sentido muito
desagradável em nossa sociedade. Por exemplo, o que dizer da palavra
“eutanásia”?
Alguém
já parou para pensar no real sentido desse termo? O termo eutanásia significa
literalmente “boa morte” e era usado pelos gregos para se referir à maneira
mais desejável de se morrer (em geral algo rápido no campo de batalha, para os
homens, ou uma morte tranquila e digna em casa, para as mulheres).
É
esse tipo de coisa que convence que, decerto, seria útil existir uma espécie de
legenda em conversas (sim, mesmo nas de bar).

Principalmente nas de bar!!
ResponderExcluirPrincipalmente nas de bar(2)! Mee, fiquei com vergonha de ter mostrado meu blog agora sahuisahuiashasuihasu Já ganhou :)
ResponderExcluirMuito bom Erico! É em mesas de bar, sem legenda, que tantas das nossas inspirações ocorrem. Muito bom ver que mais um cavaleiro do apocalipse se junta ao fantástico mundo bloguístico! Já estou seguindo seu blog! Parabéns!
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