Quero paciência e a
quero agora. Desejo esse sentimento pacato e acalentador, mesmo que nem sempre
pacífico, por que também as guerras podem ser uma questão de paciência. Desejo
essa companheira gentil, parceira dos bons ouvintes e dos bons amantes, por que
sabe colher as informações necessárias para dar o tão desejado beijo no momento
certo.
Quero a consciência
plena, sempre e em todo lugar, a não ser no famigerado lar de Morfeu, que já
nos fornece um preenchimento muito peculiar de vazios, ainda que existam seres
que aos sonhos dediquem apenas um efêmero lugar no altar da patranha. Desejo a
plenitude por que ela me faz feliz e a felicidade não se contenta apenas com um
único receptáculo, buscando aqueles que estão à sua volta.
Quero que a razão
concorde com meus sentimentos e também tente me convencer que amar-te é um ato
justo, correto, para que assim eu não tenha argumentos para não estar contigo.
Confesso-me, desejo-te, amemo-nos.