Barulho... a conversa
jogada fora se multiplica, sem nenhum objetivo ou objeto definido. Mundos são
criados e destruídos nesses discursos de bar. As risadas vem com facilidade e
lubrificantes sociais são consumidos com fluidez. Vozes se elevam sem
necessidade, como que tentando sobrepujar outras vozes, estas interiores.
Necessidade...
vidas são construídas em torno desse conceito. A ética é definida por três
perguntas (quero? Posso? Devo?), porém essa quarta também pode ser bem
inconveniente às vezes. No meu caso atual, especificamente, não: quero alguém
que seja mais do que uma amiga para mim, preciso disso, devo ser forte e
superar minha timidez, posso fazê-lo?
Silêncio...
o que aconteceu com meu coração? Parece que parou. Olho à minha direita,
forjando uma expressão que pretende parecer calma, feliz e segura. Não sei se a
pude enganar e não sei se isso é bom ou ruim. Não quero que ela me veja triste e
cheio de dúvidas, mas não lhe ser verdadeiro dói ainda mais. Convenço-me de
que, afinal de contas, não estou sendo falso, já que, naquele momento, estou
tão feliz quanto triste.
Felicidade...
finalmente me dou conta, depois de uma fração de segundo estando disperso, da
razão de meu coração ter parado. Ela segura minha mão com um sorriso doce e sincero
dançando nos lábios. Preciso descrever mais? Não. Posso? Sim. Quero? Não,
minhas lembranças são o suficiente. Devo? Não necessariamente.
Plenitude... naquele
momento, eu não precisava de mais nada. Não havia fome, não havia sede, não
existia libido, nem carência. Seu olhar, com a sua pura simplicidade, alimentou
todo o meu ser.
Paciência... tenha
paciência, querida, por favor. Só me resta uma pergunta a responder, apenas
mais um demônio a derrotar. Dê-me tempo para que eu possa ser a fonte da sua
plenitude.
Bom demais cara... bom demais!!
ResponderExcluirA sacanagem do tema, é que para essa plenitude, as vezes (ou quase sempre) precisamos do outro, o qual, pode não precisar de nós para ser pleno...
Plenitude enraizada que, talvez dependa de estar em nós para simplesmente atrair a quem desejamos... normalmente nos vemos em meios, em quartos, em carros... acompanhados ou não. Vezes por quem queremos, mas não da forma que sonhamos... Vezes por quem nem queremos tanto assim, da forma que sonhamos a outra companhia!
ResponderExcluirEssa confusão toda, talvez, apenas porque o outro também busca a plenitude em nós antes de ser junto com a gente a plenitude!
Talvez a plenitude que buscamos alcançar esteja em alguém que talvez jamais conheçamos, bem como talvez somos a plenitude de quem está tão perto - e não percebemos.
ResponderExcluirGenial, Erico! Parabéns pelo blog, sensacional mesmo!