terça-feira, 28 de maio de 2013

Silêncio morno

Certa convenção de sinais
Decerto existe, implícita
Que nos prende, reles mortais
E diz subversiva, quase ilícita
A menção de certo adjetivo
Ao silêncio, termo subjetivo.

Pode-se dizer, usualmente,
“Silêncio caloroso”,
Típico de quem sente
Afeto extremoso
E prefere as ranhuras de um lábio
Às palavras de um gentil sábio.

Entretanto, mais comum
É dizer “silêncio frio”
Desses que qualquer um
Tendo em mãos um fio
De lucidez, de serenidade mórbida,
Rebate uma acusação sórdida.

Descartada a possibilidade
De aderir a uma dessas falas,
O apelo da simplicidade
E da linguagem isenta de gala
Chama-nos a dizer, de modo trivial
Silêncio morno, expressão quase jovial.

Por que morno, dirão?
Por dentro não há fogo,
Sem vestígios de paixão
E por fora nenhum jogo
De intrigas a ser lido,
Nenhum lábio de gelo partido.

sábado, 11 de maio de 2013

Discriminação

Decidi, desta vez, substituir meus textos por um trecho de um determinado mangá chamado Vinland Saga. A cena se passa em Mércia, região da Inglaterra, no ano 1013 d.C., se não me falha a memória. A conversa se passa entre um padre (o barbudo) e o príncipe Canute (não se deixem enganar, não é uma mulher). Ragnar era seu antigo tutor. Leiam com atenção (lembrando que os quadrinhos e as falas seguem da direita para a esquerda e de cima para baixo).