Pensando na vida, só pra não perder o costume,
acabei lembrando de alguns livros que andei lendo nos últimos 5 anos.
Particularmente, veio-me à memória uma cena de um dos livros da série “Asteca”
(não consigo lembrar se era do Orgulho ou do Holocausto), de Gary Jennings.
A
história se desenvolve em torno de um camponês mexica chamado Chicome Xochitl
Tlilectic Mixtli – algo como “Nuvem Escura do dia 9 do mês flor” (isso mesmo,
não reclame mais do seu nome) – que, no decorrer do livro, percorre os cantos
mais longínquos do Império, passando de soldado a escriba e, finalmente,
mercador. Em uma de suas viagens, ele descobre uma tribo (não me lembro do
nome) em que, como ele próprio diz, “os habitantes se curvam sob o peso de seus
nomes”.
O
sentido da frase é totalmente inusitado, pois ele quer dizer que os locais
usavam placas de madeira penduradas no pescoço que identificavam seu nome, sua
profissão, sua idade e diversas outras coisas, a fim de evitar perguntas
“desnecessárias” vindas de outras pessoas.
Lembrando
essa frase, mas em um sentido diferente, parei para pensar sobre como nossa
reputação pode se tornar pesada em nosso cotidiano. Uma atitude “inesperada”
pode causar um grande estardalhaço. É só se lembrar daquelas cenas épicas em
que uma pessoa considerada tímida solta aquela piada em sala de aula (qualquer
semelhança com a realidade é mera coincidência, hehe).
Muitas
vezes é por causa dessa fama que desenvolvemos que é tão difícil mudar nossas
atitudes. Quando alguém começa a mudar de comportamento, facilmente é tachado
de duas caras ou algo do tipo. Será que é tão estranho assim não permanecer o
mesmo? Ou simplesmente esconder sua verdadeira personalidade por medo de
parecer inconveniente? Decerto é mais conveniente à sociedade que haja um
respeito ao statu quo.
